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	<title>autismo &#8211; FGR Advogados</title>
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	<title>autismo &#8211; FGR Advogados</title>
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		<title>TJDFT garante participação de candidata autista em concurso público</title>
		<link>https://fgr.adv.br/tjdft-garante-participacao-de-candidata-autista-em-concurso-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[FGR Advocacia ADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 15:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concurso Público]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Escritório de Advocacia em Brasília]]></category>
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		<category><![CDATA[servidor público]]></category>
		<category><![CDATA[TJDFT garante participação de candidata autista em concurso público]]></category>
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					<description><![CDATA[A 7ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve decisão que declarou nula a eliminação de candidata com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doença reumatológica das vagas destinadas à pessoa com deficiência de concurso público. Dessa forma, a candidata deverá ser reintegrada para participar das demais fases [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="300" src="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2024/05/FGR-2024-1-2-300x300.jpg" alt="TJDFT garante participação de candidata autista em concurso público
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</div>


<p class="wp-block-paragraph">A 7ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve decisão que declarou nula a eliminação de candidata com <a href="https://fgr.adv.br/">Transtorno do Espectro Autista</a> (TEA) e doença reumatológica das vagas destinadas à pessoa com deficiência de concurso público. Dessa forma, a candidata deverá ser reintegrada para participar das demais fases do certame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora relata que é pessoa com deficiência física decorrente de doença reumatológica e do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela conta que participa na qualidade de candidata em um concurso público e que teve sua inscrição como pessoa com deficiência deferida, inclusive com direito a atendimento especial. Contudo, após realizar as etapas objetivas e discursivas do certamente, foi eliminada na avaliação biopsicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Distrito Federal, no recurso, argumenta que a doença que acometeu a candidata não se enquadra no conceito de deficiência física, definido no edital, e que, por isso, ela não pode concorrer às vagas destinadas a pessoas com deficiência. Sustenta que a classificação de deficiência é usada pelo legislador para tratar desigualmente os desiguais “para que se viabilize aos menos favorecidos concorrer em isonomia com os mais afortunados”, destacou o DF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao julgar o recurso, a Turma ressalta que a Constituição Federal buscou assegurar à pessoa com deficiência a reserva de vagas para ingresso no serviço público, a fim de compensar as diferenças e dificuldades que afetam os indivíduos que compõem esse grupo. Ao analisar o caso, o colegiado pontua que há documentos de especialistas que comprovam que a autora possui TEA e doença reumatológica. Por fim, explica que as provas demonstram que, no termos da legislação e do edital do concurso, a candidata se enquadra na definição de pessoa com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Desembargador relator, a candidata se enquadra como pessoa com deficiência física, qualificada, assim, a concorrer às vagas destinadas a esse grupo, conforme estabelecido no edital do concurso público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi unânime.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2024/marco/tjdft-garante-participacao-de-candidata-autista-em-concurso-publico" target="_blank" rel="noopener">Fonte: TJDFT</a></strong></p>
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		<title>Redução da jornada de trabalho para pais de criança autista</title>
		<link>https://fgr.adv.br/reducao-da-jornada-de-trabalho-para-pais-de-crianca-autista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[FGR Advocacia ADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Apr 2023 17:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[direito de família]]></category>
		<category><![CDATA[Escritório de Advocacia em Brasília]]></category>
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		<category><![CDATA[família e sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[FGR Advogados]]></category>
		<category><![CDATA[Redução da jornada de trabalho para pais de criança autista]]></category>
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					<description><![CDATA[Em decisões recentes, diversas Turmas do Tribunal Superior do Trabalho têm reconhecido o direito à redução da jornada de trabalho ou a sua flexibilização – sem prejuízo salarial e sem a necessidade de compensação –para pais de criança autista. Esse direito atinge diretamente funcionários públicos. A Lei 13.370/2016 concedeu aos servidores públicos federais o direito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><img decoding="async" width="300" height="300" src="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-300x300.jpg" alt="Redução de jornada para pais de criança autista" class="wp-image-1573" srcset="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-300x300.jpg 300w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-1024x1024.jpg 1024w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-150x150.jpg 150w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-768x768.jpg 768w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2-600x600.jpg 600w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2023/04/FGR2023-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Em decisões recentes, diversas Turmas do Tribunal Superior do Trabalho têm reconhecido o direito à redução da jornada de trabalho ou a sua flexibilização – sem prejuízo salarial e sem a necessidade de compensação –para <strong><a href="http://www.fgr.adv.br/blog">pais de criança autista.</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse direito atinge diretamente funcionários públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei 13.370/2016 concedeu aos servidores públicos federais o direito a redução do horário de trabalho sem redução dos vencimentos. Isso caso possuam cônjuge, filhos ou dependentes com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes, pela lei 8112/1990, esse direito era garantido somente ao “servidor portador de deficiência”. (era assim que a lei definia a pessoa com deficiência).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da lei falar em redução para servidores públicos federais, esse mesmo direito se estende a servidores estaduais e municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos estados e municípios já reconheceram o direito através de leis próprias, mas, para quem não tem previsão legal, a lei federal pode ser utilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente, nem todos os pais, cônjuges ou responsáveis têm esse direito a redução, sendo necessária a efetiva comprovação da necessidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que precisa ser comprovado?</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Que a pessoa com deficiência necessita das terapias,</li>



<li>Não tem ninguém que possa acompanhá-la nas terapias,</li>



<li>A ausência do acompanhante (servidor público) causa prejuízo ao desenvolvimento da pessoa com deficiência,</li>



<li>Que a licença não renumerada inviabilizaria o custeio das despesas da família e da pessoa com deficiência.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido é baseado não somente na Lei 13.370/2016, mas no Estatuto da Criança e adolescente (no caso de a pessoa com deficiência ter menos de 18 anos), na Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, na Lei Brasileira de Inclusão e na Lei 12764/2012.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como solicitar a redução da jornada de trabalho para pais de autista?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, para solicitar essa redução o servidor público deverá procurar o departamento pessoal ou órgão equivalente onde trabalha e fazer a solicitação administrativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada órgão tem sua relação de documentos e formulários próprios. Porém, todos tem um único objetivo: comprovar a necessidade que a pessoa com deficiência tem de um acompanhante, a prova de que somente o servidor público é a pessoa que pode acompanhar e o prejuízo que a falta deste trará ao desenvolvimento e dignidade da pessoa com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembramos que esse direito serve para pais, cônjuges ou responsáveis por pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente a redução é de 50% da carga horária sem qualquer redução nos vencimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso esse direito não seja reconhecido administrativamente, então o servidor deverá ingressar com esse pedido em juízo através de advogado. Procure alguém de confiança e cuidado ao pagar os honorários integrais antecipadamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E no caso de empresas privadas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse direito também pode ser exercido por quem trabalha na iniciativa privada, mas recomendamos que só façam isso através de acordo entre as partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você trabalha em uma empresa privada e solicitar a redução de horário sem redução de salários dificilmente conseguiria, e se conseguir, seria através de acordo entre as partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe a possibilidade de fazerem um acordo de redução de carga horária e redução de salário proporcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso não entrem em acordo, você poderia solicitar essa redução em juízo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema desta última possibilidade é que você pode até ganhar o processo, mas o empregador poderia te dispensar quando quisesse (desde que pagasse todas as verbas rescisórias).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo: você até pode conseguir a redução de carga horária em juízo, mas poderia perder o emprego a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, para pessoas que trabalham na iniciativa privada, recomendamos a redução única e exclusivamente se houver acordo entre empregador e empregado, caso contrário, a relação de emprego estaria extremamente vulnerável, afinal funcionários da empresa privada não gozam de estabilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Garantia fundamental</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro caso, julgado pela Sétima Turma, foi o recurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) contra decisão favorável a uma técnica de enfermagem de Juiz de Fora (MG). Ela fora aprovada em concurso público para jornada de 36 horas semanais e argumentava, na reclamação trabalhista, que criava sozinha a filha com TEA, nascida em 2015, e precisava de tempo para em sessões de terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria e outros tratamentos indispensáveis ao seu desenvolvimento sadio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa pública, por sua vez, sustentou que a empregada, que optara pela jornada de 12&#215;36, trabalhava apenas três dias por semana e podia se dedicar aos cuidados da filha nos outros quatro. Também argumentou que não há previsão legal que assegure o direito à redução de jornada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) deferiu o direito à redução da jornada, por entender que a participação direta da mãe é imprescindível para que o tratamento da filha tivesse eficácia, e a não concessão de horário especial viola direitos e garantias fundamentais da pessoa humana. Um dos fundamentos da decisão foi a aplicação analógica do RJU (parágrafos 2º e 3º do artigo 98), que prevê horário especial a servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Princípios protetivos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do agravo da Ebserh, ministro Renato de Lacerda Paiva,&nbsp;sublinhou&nbsp;que a&nbsp;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei 12.764/2012</a>, que dispõe sobre a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, demonstra as características da síndrome e enquadra os seus portadores como “pessoas com deficiência para todos os efeitos legais”. Por sua vez, a&nbsp;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Constituição Federal</a>&nbsp;estabelece uma série de princípios e regras protetivas para as pessoas com deficiência, “com “absoluta prioridade” à criança e ao adolescente”, e atribui obrigações ao Estado e às famílias como instrumentos principais no resguardo e proteção. A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), ratificada pelo Brasil, complementa o ordenamento jurídico com diretrizes e políticas a serem adotadas na proteção dessas pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, para o ministro, o TRT acertou ao aplicar, por analogia, o disposto no RJU, diante da ausência, em normas internas da empresa ou na legislação, do direito à redução da jornada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Igualar&nbsp;na medida das desigualdades</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo caso, a Terceira Turma reconheceu o direito à redução da jornada a uma enfermeira emergencista do Município de Pirassununga (SP), cujo filho, nascido em 2018, também é portador de TEA. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na reclamação trabalhista, o juiz de primeiro grau entendeu que a redução da jornada em 50% não se trata de conceder um benefício assistencial à enfermeira nem de violar os princípios da igualdade e da impessoalidade na administração pública, mas de “tentar igualar, na medida das suas desigualdades, as pessoas com necessidades especiais aos demais cidadãos, dando um mínimo de condições para que a criança com transtorno de espectro autista possa gozar dos seus direitos humanos e ter a sua dignidade como pessoa respeitada”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o TRT da 15ª Região (Campinas/SP) afastou a medida, por entender que se trata de uma concessão específica a integrantes do serviço público federal, sem correspondência com qualquer outro direito previsto na CLT.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Casos semelhantes</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O relator do recurso da enfermeira na Terceira Turma, ministro José Roberto Pimenta, ressaltou que, ao examinar casos semelhantes envolvendo servidores municipais ou estaduais, o colegiado tem reconhecido o direito postulado. Embora, a rigor, as disposições do RJU não sejam aplicáveis a uma servidora municipal, o ministro assinalou que a falta de legislação municipal não pode suprimir o direito essencial que decorre da CPDP, chancelada pelo Congresso Nacional por meio do&nbsp;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/congresso/dlg/dlg-186-2008.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Decreto Legislativo 186/2008</a>, combinada com a Constituição Federal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(DA, NV)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Processos:&nbsp;<a href="https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=11138&amp;digitoTst=49&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=03&amp;varaTst=0035&amp;submit=Consultar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">AIRR-11138-49.2020.5.03.0035</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=10086&amp;digitoTst=70&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=15&amp;varaTst=0136&amp;submit=Consultar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RR-10086-70.2020.5.15.0136</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>
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