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	<title>Licença-maternidade começa a contar a partir da alta hospitalar &#8211; FGR Advogados</title>
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		<title>Licença-maternidade começa a contar a partir da alta hospitalar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[FGR Advocacia ADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 21:43:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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		<category><![CDATA[Escritório de advocacia no Conjunto Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal) decidiu garantir o início da licença-maternidade a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, no caso de internações que passarem de duas semanas, e não da data do parto. O efeito da decisão é imediato para todas as gestantes e mães que têm contrato de trabalho formal, regido pela [&#8230;]]]></description>
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<figure class="aligncenter size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="300" src="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-300x300.png" alt="Licença-maternidade começa a contar a partir da alta hospitalar" class="wp-image-1254" srcset="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-300x300.png 300w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-1024x1024.png 1024w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-150x150.png 150w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-768x768.png 768w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2-600x600.png 600w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/11/Licenca-Maternidade-2.png 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal) decidiu garantir o início da <a href="https://fgr.adv.br/blog/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">licença-maternidade</a> a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, no caso de internações que passarem de duas semanas, e não da data do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O efeito da decisão é imediato para todas as gestantes e mães que têm contrato de trabalho formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas regras atuais da CLT, a licença dura 120 dias e a mulher tem direito ao salário-maternidade, cujos custos devem ser arcados pela&nbsp;Previdência Social. O afastamento da gestante ocorre entre o 28º dia que antecede o parto e a data de nascimento do bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão se fundamentou no direito social de proteção à maternidade e à infância, não podendo as mães e crianças em internação hospitalar terem descontado do período de licença o tempo de permanência no hospital, visto que na ida para casa que as crianças demandarão o cuidado e atenção integral dos pais.  </p>



<h2 class="wp-block-heading">Proteção à infância início da licença-maternidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao votar pela procedência do pedido, ratificando a liminar, o relator afirmou que a interpretação restritiva das normas reduz o período de convivência fora do ambiente hospitalar entre mães e recém-nascidos. Essa situação, a seu ver, está em conflito com o direito social de proteção à maternidade e à infância e viola dispositivos constitucionais e tratados e convenções assinados pelo Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Omissão inconstitucional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relator, é na ida para casa, após a alta, que os bebês efetivamente demandarão o cuidado e a atenção integral dos pais, especialmente da mãe. Ele explicou que há uma omissão inconstitucional sobre a matéria, uma vez que as crianças ou as mães internadas após o parto são privadas do período destinado à sua convivência inicial de forma desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro ressaltou que essa omissão legislativa resulta em proteção deficiente tanto às mães quanto às crianças prematuras, que, embora demandem mais atenção ao terem alta, têm esse período encurtado, porque o tempo de permanência no hospital é descontado do período da licença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto observado por Fachin é que a jurisprudência do Supremo tem considerado que a falta de previsão legal não impede o deferimento do pedido. Segundo ele, o fato de uma proposição sobre a matéria tramitar há mais de cinco anos no Congresso Nacional demonstra que a via legislativa não será um caminho rápido para proteção desses direitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fonte de custeio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O relator também afastou o argumento de falta de fonte de custeio para a implementação da medida. “O benefício e sua fonte de custeio já existem”, afirmou. De acordo com o ministro, a Seguridade Social deve ser compreendida integralmente, como um sistema de proteção social que compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FGR Advogados atua de forma especializada nestes e em outros temas ligados ao Direito de Família, de forma a buscar soluções céleres e pouco desgastantes para as partes envolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="STF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fonte: STF</a></p>
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