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	<title>Menor que mata os pais também fica sem herança &#8211; FGR Advogados</title>
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	<title>Menor que mata os pais também fica sem herança &#8211; FGR Advogados</title>
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		<title>Menor que mata os pais também fica sem herança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[FGR Advocacia ADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 16:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família e Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[Escritório de Advocacia em Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[família e sucessões]]></category>
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					<description><![CDATA[Por unanimidade, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso especial de um homem que matou os pais quando tinha 17 anos de idade, confirmando que essa conduta é abrangida pela regra do artigo 1.814, inciso I, do Código Civil, que exclui da sucessão quem atenta contra a vida do autor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="300" src="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-300x300.png" alt="Menor que mata os pais também fica sem herança" class="wp-image-1165" srcset="https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-300x300.png 300w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-1024x1024.png 1024w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-150x150.png 150w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-768x768.png 768w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2-600x600.png 600w, https://fgr.adv.br/wp-content/uploads/2022/06/Menor_Heranca-2.png 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Por unanimidade, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso especial de um homem que matou os pais quando tinha 17 anos de idade, confirmando que essa conduta é abrangida pela regra do artigo 1.814, inciso I, do Código Civil, que exclui da sucessão quem atenta contra a vida do autor da herança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a relatora, a exclusão de herdeiro que atenta contra a vida dos pais é uma cláusula geral fundamentada em razões éticas e morais, a qual está presente nas legislações desde o direito romano. No Brasil, o núcleo essencial dessa regra é a exigência de que a conduta do herdeiro seja proposital (dolosa), ainda que a morte não se concretize, pois o bem jurídico que se pretende proteger é a vida dos pais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Taxatividade é confundida com interpretação literal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em razão dessa diferença técnica, o recorrente alegou ao <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/26052022-Para-Terceira-Turma--atentado-contra-os-pais-cometido-por-menor-tambem-e-causa-de-exclusao-da-heranca.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">STJ</a> que o ato praticado não se enquadraria nas hipóteses de exclusão da sucessão, as quais estariam taxativamente elencadas na lei e deveriam ser interpretadas estritamente, por serem regras restritivas de direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, observou que, de acordo com a doutrina majoritária, o rol do artigo 1.814 do Código Civil é taxativo, o que impede a criação de outras hipóteses por meio da analogia ou da interpretação extensiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, caso se interpretasse literalmente o dispositivo – que contém a palavra &#8220;homicídio&#8221; –, o recorrente não seria excluído da sucessão, pois o que houve foi um ato infracional análogo ao crime de homicídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a magistrada destacou que o fato de ser taxativo não determina que o rol seja interpretado de forma literal. &#8220;Frequentemente, confunde-se taxatividade com interpretação literal (cronologicamente a primeira, e substancialmente a mais pobre das técnicas hermenêuticas), o que é um equívoco&#8221;, afirmou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Norma baseada em valores éticos e morais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a relatora, a exclusão de herdeiro que atenta contra a vida dos pais é uma cláusula geral fundamentada em razões éticas e morais, a qual está presente nas legislações desde o direito romano. No Brasil, explicou a ministra, o núcleo essencial dessa regra é a exigência de que a conduta do herdeiro seja proposital (dolosa), ainda que a morte não se concretize, pois o bem jurídico que se pretende proteger é a vida dos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, apontou Nancy Andrighi, tal norma do Código Civil deve ser entendida como: não terá direito à herança quem atentar, propositalmente, contra a vida de seus pais, ainda que a conduta não se consume, independentemente do motivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diferenciação do âmbito penal não se aplica à exclusão civil do herdeiro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É por isso que a diferença técnico-jurídica entre o homicídio doloso (praticado pelo maior) e o ato análogo ao homicídio doloso (praticado pelo menor), conquanto seja de extrema relevância para o âmbito penal, não se reveste da mesma relevância no âmbito civil&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescentou que essa diferenciação é pouco relevante, no caso em análise, porque os valores e as finalidades (prevenção e repressão do ilícito) que nortearam a criação da norma civil pressupõem a produção dos mesmos efeitos, independentemente de o ato ter sido cometido por pessoa capaz ou por relativamente incapaz, sob pena de não se atingir a sua finalidade preventiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É incontroverso o fato de que o recorrente, que à época dos fatos possuía 17 anos e seis meses, ceifou propositalmente a vida de seu pai e de sua mãe&#8221;, concluiu Nancy Andrighi ao manter o acórdão recorrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FGR Advogados atua de forma especializada nestes e em outros temas ligados ao Direito de Família, de forma a buscar soluções céleres e pouco desgastantes para as partes envolvidas.</p>
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